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Xenônio

Predefinição:Elemento/Xenônio O xénon (português europeu) ou xenônio (português brasileiro), do grego xénos - estrangeiro, é um elemento químico de símbolo Xe de número atômico 54 (54 prótons e 54 elétrons) e de massa atómica igual a 131,3 u. À temperatura ambiente, o xenônio encontra-se no estado gasoso.

É um dos gases nobres da classificação periódica dos elementos, grupo 18 (VIIIA ou 0). É inodoro, muito pesado, incolor, encontrado como traço na atmosfera terrestre, e faz parte do primeiro composto de gás nobre sintetizado.

Foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em 1898. A sua principal aplicação é na fabricação de dispositivos de emissores de luz como lâmpadas estroboscópicas, lâmpadas bactericidas e outros.

Características principais

O xenônio é um elemento membro do grupo dos gases nobres ou inertes. A palavra inerte já não é mais usada para descrever este grupo químico, dado que alguns elementos deste grupo formam compostos. Num tubo cheio de gás, o xenônio emite um bonito brilho azul quando excitado com uma descarga elétrica. Tem-se obtido xenônio metálico aplicando-lhe pressões de várias centenas de quilobares. O xenônio também pode formar solvatos com água, quando seus átomos ficam aprisionados na rede de moléculas de água.

Aplicações

O uso principal e mais famoso deste gás é na fabricação de dispositivos emissores de luz, tais como lâmpadas bactericidas, tubos eletrônicos, lâmpadas estroboscópicas e flashes fotográficos, assim como em lâmpadas para excitar laser de rubi que geram luz coerente.

Outros usos são:

Estudos estão sendo conduzidos[1] para avaliar a utilização do gás xenônio como tratamento medicamentoso no transtorno de pânico, depressão e outras variedades de doenças psiquiátricas. Estudos que avaliam o gás xenônio em combinação com gás nitrogênio e gás oxigênio para o transtorno do pânico[2] se mostraram muitíssimo promissores.

História

O xenônio (do grego que significa "estranho") foi descoberto por William Ramsay e Morris Travers em 1898 nos resíduos resultantes da evaporação dos componentes do ar líquido.[3][4] Ramsay propôs chamar o novo gás de xenônio, do grego ξένον [xenon], forma singular neutra de ξένος [xenos], significando « estrangeiro » ou « convidado ».[5][6]

Abundância e obtenção

Encontram-se traços de xenônio na atmosfera terrestre, aparecendo em uma parte por vinte milhões. O elemento é obtido comercialmente por extração dos resíduos do ar líquido. Este gás nobre é encontrado naturalmente nos gases emitidos por alguns mananciais naturais. Os isótopos Xe-133 e Xe-135 são sintetizados mediante irradiação de neutrons em reatores nucleares refrigerados a ar.

Compostos

Ver Compostos de gases nobres

Até 1962 o xenônio e os outros gases nobres eram considerados quimicamente inertes e incapazes de formar compostos. A partir de então comprovou-se que existem compostos de gases nobres. Alguns dos compostos do xenônio são: difluoreto de xenônio (XeF2), hexafluoreto de xenônio (XeF6), perxenato de sódio (Na4XeO6), tetrafluoreto de xenônio (XeF4) e deutereto de xenônio (Xe2H2 ou XeD2). Também se tem obtido óxidos de xenônio como o trióxido de xenônio, XeO3, composto altamente explosivo. Se conhecem ao menos 80 compostos de xenônio em que este se liga com flúor ou oxigênio. A maioria destes compostos são incolores, além de poderosos agentes oxidantes e de fluoração, que liberam como subproduto da reação, entre outros produtos, gás xenônio.

Isótopos

Na natureza, o xenônio apresenta 8 isótopos estáveis e um ligeiramente radioativo. Além das formas estáveis, se tem estudado 20 isótopos instáveis. O Xe-129 é produzido por emissão beta do iodo-129 (vida média: 16 milhões de anos) e o decaimento radioactivo do Xe-124, que tem uma vida média de 1,8 x 10^22 anos, é um trilhão de vezes mais do que a idade do universo.[7] Os isótopos Xe-131, Xe-132, Xe-134 e Xe-136 são produtos da fissão nuclear tanto do urânio-238 como do plutônio-244. Por ser o xenônio um traçador com dois isótopos paternos, a medição dos isótopos de xenônio nos meteoritos resulta ser uma poderosa ferramenta para o estudo da formação do Sistema Solar. O método I-Xe de datação radiométrica permite calcular o tempo transcorrido entre a nucleossíntese e a condensação de um objeto sólido a partir da nebulosa solar. Os isótopos de xenônio também são úteis para entender a diferenciação terrestre. Se acredita que o excesso de Xe-129 encontrado em emanações gasosas de dióxido de carbono no Novo México se deve ao decaimento de gases derivados do manto após a formação da Terra.

Precauções

O gás pode ser armazenado com segurança em recipientes convencionais de vidro selados a temperatura e pressão ambiente. O xenônio não é tóxico, porém vários de seus compostos são altamente tóxicos devido as suas fortes propriedades de oxidação.

Referências

  1. «Clinical Trials, US Library of Medicine» 
  2. Dobrovolsky, Alexander; Ichim, Thomas E.; Ma, Daqing; Kesari, Santosh; Bogin, Vladimir (13 de junho de 2017). «Xenon in the treatment of panic disorder: an open label study». Journal of Translational Medicine. ISSN 1479-5876. PMC 5470223Acessível livremente. PMID 28610592. doi:10.1186/s12967-017-1237-1. Consultado em 26 de abril de 2021 
  3. Predefinição:Citar relatório.
  4. Steve Gagnon. «It's Elemental - Xenon» (em inglês). Thomas Jefferson National Accelerator Facility. Consultado em 16 de junho de 2007 
  5. Anonymous (1904). Daniel Coit Gilman, Harry Thurston Peck, Frank Moore Colby, ed. The New International Encyclopædia (em English). [S.l.]: Dodd, Mead and Company. 906 páginas 
  6. Erro de script: Nenhum módulo desse tipo "Citar enciclopédia".
  7. Explorist, Tech (25 de abril de 2019). «Dark matter detector observes rarest event ever recorded». Tech Explorist (em English). Consultado em 30 de abril de 2019 

Ligações externas

Commons
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