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Sambódromo da Marquês de Sapucaí

Predefinição:Info/Edifício

Sambódromo à noite durante o Carnaval de 2014

O Sambódromo da Marquês de Sapucaí, também conhecido como Sambódromo do Rio de Janeiro e oficialmente denominado como Passarela Professor Darcy Ribeiro, é um sambódromo localizado na Avenida Marquês de Sapucaí, na zona central da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.[1] Inaugurado no ano de 1984, o local é o palco do festival popular mais famoso do Brasil, o Desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, o qual é realizado anualmente durante o feriado de Carnaval. A maior parte do complexo situa-se no bairro do Centro do Rio de Janeiro, porém a sua porção final, após a Avenida Salvador de Sá, pertence ao bairro Cidade Nova. Desde 2021, o Sambódromo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.[2]

Em 2021, o Sambódromo do Rio de Janeiro se tornou um posto de vacinação drive-thru contra o novo coronavírus. No sábado, 06 de fevereiro de 2021, a Avenida Marquês de Sapucaí, famosa mundialmente por sediar os desfiles das escolas de samba no carnaval, se converteu em um local de esperança para os idosos que estão sendo imunizados.[1]

Histórico

O seu projeto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi implantado durante o primeiro governo fluminense de Leonel Brizola (1983-1987), visando a dotar a cidade de um equipamento urbano permanente para a exibição do tradicional espetáculo do desfile das escolas de samba. A obra, que durou 120 dias, foi coordenada pelo engenheiro José Carlos Sussekind e pelo arquiteto João Otávio Brizola, segundo dos três filhos de Leonel[3][4].

Inaugurada em 1984, com o nome oficial de "Avenida dos Desfiles", marcou o início do sistema de desfiles das escolas de samba em duas noites, ao invés de em apenas uma noite, como era costume até então. Posteriormente, seu nome oficial mudou para "Passarela do Samba" e, finalmente, a partir de 18 de fevereiro de 1987, seu nome oficial passou a ser "Passarela Professor Darcy Ribeiro", numa homenagem ao principal mentor da obra, o antropólogo Darcy Ribeiro. Essa denominação oficial se conserva até hoje. Popularmente, porém, a obra é mais conhecida como "Sambódromo", que foi um termo cunhado pelo próprio Darcy Ribeiro[1] a partir da junção de "samba" com o sufixo de origem grega "dromo", que significa "corrida, lugar para correr".[5] Sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, mede cerca de 700 metros de comprimento.

O Sambódromo, como espaço de espetáculo, foi analisado em tese de doutorado onde se registra que "o desfile de carnaval no Sambódromo é o mais importante evento carnavalesco do Rio de Janeiro, não só porque é o mais difundido, mas especialmente porque gradualmente transformou-se em um espetáculo muito elaborado, eclipsando todos os outros eventos carnavalescos da cidade".[6]

Em 1984 quando o Sambódromo foi inaugurado, a transmissão dos desfiles das escolas de samba, que sempre foi feito pela Rede Globo, foi realizado pela Rede Manchete. Os motivos foram muitos, então a emissora ficou de fora, mantendo a sua programação normal. Essa situação gerou uma baixa na audiência da Rede Globo, que começou pelo fantástico no domingo e se estendeu pela segunda e terça-feira de carnaval, prejudicando assim a audiência da então novela das oito, Champagne[7]. Desde então, a Rede Globo nunca mais deixou de exibir o Carnaval carioca.

Reforma de 2011-2012

Em 5 de junho de 2011, os camarotes do antigo Setor 2 foram derrubados para dar lugar a novas arquibancadas, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer. Com a reforma, a passarela passou a ser quase totalmente simétrica, à exceção da sua primeira arquibancada. Na época de sua construção, em 1984, o projeto de Niemeyer teve de ser modificado devido à existência de uma unidade industrial da Cervejaria Brahma no local.[8] As novas arquibancadas foram construídas a um custo de 30 milhões de reais, totalmente custeados pela Ambev, dona da fábrica, que, em contrapartida, pôde "destombar" a velha fábrica e ainda teve a autorização de construir um prédio no restante do terreno.[9] A nova passarela, após as reformas, teve sua capacidade aumentada de 60 000 para 72 500 pessoas e foi reinaugurada no dia 12 de fevereiro de 2012, a poucos dias do carnaval.[10] <div class="thumb tnone" style="margin-left: auto; margin-right:auto; width:100%; max-width:Erro de expressão: Caractere de pontuação "[" não reconhecido.px;">

Vista da passarela a partir do Setor Três, durante o Desfile da Escola Beija-Flor de Nilópolis em 2017

Administração

Com a crise vivida pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella repassou o comando do Sambódromo ao governador Wilson Witzel e com isso retornando ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, que arcará com melhorias na estrutura atual[11] e unidades da FAETEC[12]. mas entretanto devido a burocracia e desavenças com o governador, Marcelo Crivella voltou atrás e com isso a prefeitura continua no comando do sambódromo, pelo menos até 2020[13].

Outros eventos

Além de abrigar o desfile das Escolas de Samba, a passarela do samba já foi palco de outros acontecimentos, como shows de música, cultos evangélicos, exibições de motociclismo[14], ópera, Mega Rampa [15] etc.

No dia 07/07/07, aconteceu a gravação do décimo CD e DVD do grupo Diante do Trono, Príncipe da Paz. Foram registrados mais de 100 mil pessoas lotando toda área e arquibancadas da apoteose

Jogos Olímpicos de Verão de 2016

Em 2016, a passarela sediou a competição de tiro com arco e a chegada da maratona durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Essas competições exigiram que a passarela passasse por uma reforma ao longo de 2011, com a demolição de alguns camarotes. Com isso, a passarela passou a ter uma simetria quase total entre seus dois lados, o que não havia sido possível quando da sua construção, devido à presença de um prédio ao lado da passarela (o prédio da Cervejaria Brahma), prédio este que foi, finalmente, implodido em 2011[16].

Ver também

Referências

  1. 1,0 1,1 O palco definitivo. Disponível em http://www.papodesamba.com.br/pagina.php?id=10. Acesso em 5 de setembro de 2012.
  2. Capobianco, Marcela (2021). [hhttps://vejario.abril.com.br/cidade/sambodromo-definitivamente-tombado/amp/?__twitter_impression=true «Patrimônio carioca, Sambódromo é definitivamente tombado»]. Veja. Consultado em 3 de maio de 2021 
  3. «João Otávio Brizola (1952-2017): Mortes: No Rio, tirou a Marquês de Sapucaí do papel - 29/07/2017 - Cotidiano». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de setembro de 2020 
  4. BRAGA, Kenny (2004). «Leonel Brizola: Perfil, discursos, depoimentos (1922/2004)». Assembleia Legislativa do RS. Consultado em 23 de setembro de 2020 
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 612.
  6. Predefinição:Citar tese
  7. Xavier, Nilson. «Champagne». Teledramaturgia (em português). Consultado em 20 de maio de 2020 
  8. http://www.oterminal.com.br/carnavalesco/detal_carnavalesco.php?car_id=361
  9. UOL Esporte (4 de junho de 2011). «Reforma do sambódromo 'olímpico' entra em nova fase com demolição de velha fábrica». 7h00. Consultado em 13 de fevereiro de 2013 
  10. G1 (12 de fevereiro de 2012). «Sambódromo do Rio é reinaugurado a uma semana dos desfiles». 18h53. Consultado em 14 de fevereiro de 2012 
  11. Meia Hora (17 de julho de 2019). «Witzel diz que estado assume Sapucaí em 2020 e anuncia R$ 10 milhões em obras». Consultado em 24 de julho de 2019 
  12. Maria Luísa de Melo e Clarissa Monteagudo, para O Dia. «Sambódromo voltará a ter escolas em turno integral, com cursos da Faetec». Consultado em 24 de julho de 2019 
  13. Extra. «Sambódromo ficará com prefeitura no carnaval 2020, decide Crivella». Consultado em 26 de setembro de 2019 
  14. Red Bull X Fighters no Brasil, 25 de maio de 2011
  15. Megarampa na vibe Carioca, 22 de agosto de 2012.
  16. http://odia.terra.com.br/portal/ataque/html/2011/4/comeca_demolicao_do_sambodromo_do_rio_para_as_olimpiadas_159137.html

Ligações externas

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