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Feijão Maravilha

Feijão Maravilha
Feijão Maravilha.jpg
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Chanchada
Duração 45 minutos (por capítulo)
Criador(es) Bráulio Pedroso[1][2]
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Paulo Ubiratan[1][2]
Elenco Predefinição:Collapsible list
Tema de abertura O Preto que Satisfaz - As Frenéticas[3][2]
Tema de encerramento O Preto que Satisfaz - As Frenéticas[3][2]
Composto por Gonzaguinha
Exibição
Emissora original Rede Globo
Transmissão original 19 de março - 4 de agosto de 1979
Episódios 124
Cronologia
Pecado Rasgado
Marron Glacê

Feijão Maravilha é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo, no horário das 19 horas, de 19 de março a 4 de agosto 1979, em 124 capítulos.[1]

Escrita por Bráulio Pedroso,[1] com a colaboração de Eloy Araújo, e dirigida por Paulo Ubiratan,[2] substituiu Pecado Rasgado e sendo substituída por Marron Glacê.[2] Foi a 23ª "novela das sete" exibida pela emissora.

Contou com as atuações de Lucélia Santos, Stepan Nercessian, Maria Cláudia, Grande Otelo, Olney Cazarré, José Lewgoy, Clarice Piovesan e Ivon Curi.

Uma comédia romântica, inspirada nas famosas chanchadas da Atlântida Cinematográfica, produtora cinematográfica brasileira que fez sucesso com o gênero na década de 50. Feijão Maravilha contou com diversos atores das "chanchadas" como Eliana Macedo, Anselmo Duarte e José Lewgoy. A novela, que marcou a estreia de Paulo Ubiratan como diretor, fez tanto sucesso que a comédia se tornou o principal gênero das novelas das 19h na emissora.

Produção

A novela teve como título provisório É uma Barra! e correu no melhor estilo comédia despretensiosa. A boa receptividade de Feijão Maravilha fez com que se apostasse mais nas comédias rasgadas para o horário das sete, no qual até então predominavam as comédias românticas.[1] À respeito disso, conta o autor Bráulio Pedroso: "Uma experiência no sentido de abrir caminho para a chamada 'novela-pastelão', às sete da noite, horário então preferido das donas de casa (...) Embora tivesse tramas amorosas, isso não era o que definia Feijão Maravilha, de enredo, no fundo, policial, só que tratado de uma forma absolutamente brasileira. Uma comédia, uma brincadeira, mas propiciando um distanciamento crítico. (...) acho que se tratava até de uma antinovela.".[2][4]

Bráulio Pedroso homenageava as chanchadas do cinema nacional da década de 50, reunindo atores que fizeram sucesso na época da Atlântida: José Lewgoy, Eliana Macedo, Anselmo Duarte, Adelaide Chiozzo, Mara Rúbia, Ivon Cury, Roberto Faissal, Walter D'Ávila e Grande Otelo (que fez dupla com o ator Olney Cazarré, para suprir a ausência de seu eterno parceiro Oscarito).[2] O autor também colocou na história críticas à alta sociedade, uma das características mais marcantes do seu texto.[1]

Eliana Macedo e Anselmo Duarte fizeram par romântico em vários filmes da Atlântida, e cenas destes filmes eram levadas ao ar no decorrer da novela em flashbacks, como se fossem de seus personagens. Enquanto o ator José Lewgoy voltou a fazer o papel de um vilão, como na época dos filmes de que participou na Atlântida.[1] Foi Feijão Maravilha que marcou a estreia na direção de novelas da Rede Globo de Paulo Ubiratan, o mesmo que, dez anos antes, datilografara o texto de Beto Rockfeller, escrita por Bráulio.[4] A partir da década de 1980, Paulo Ubiratan se tornaria um dos principais diretores da teledramaturgia da emissora carioca.[1]

A trama contou com várias participações especiais como os atores Francisco Cuoco, Cláudio Corrêa e Castro, Dennis Carvalho e Chico Anysio; os jogadores Zico e Sócrates e o radialista Adelzon Alves.[1][2]

Na abertura de Feijão Maravilha foi utilizada uma técnica de sobreposição de imagens de maquetes e chroma key. No cenário foram reproduzidos alimentos e utensílios de cozinha. Um grupo formado por um chef de cozinha e por belas cozinheiras dançava e interagia com grãos de feijão, alho, caixas de fósforo e panelas, dentre outros objetos ao som da canção O Preto que Satisfaz, composição de Gonzaguinha, sucesso com o conjunto As Frenéticas. A abertura foi produzida por Paulo Netto e Aloysio Legey.[2][5]

Enredo

Fazendo referências às chanchadas e criticando a alta sociedade, a trama tem como principal cenário o Hotel Internacional, no Rio de Janeiro onde trabalha a recepcionista Eliana. Romântica, sonhadora e amiga de todos, é perdidamente apaixonada por Anselmo, o jovem empresário do grupo musical Estrela do Mar, que não percebe o seu amor. Anselmo, por sua vez, é um sujeito atrapalhado que está sempre às voltas com contratos e ideias mirabolantes que não se concretizam.[6] Juntos, Eliana e Anselmo, a fim de solucionarem os misteriosos crimes no hotel, se envolvem em inúmeras confusões com os carregadores de malas Benevides e Oscar, a camareira Zuzu e Jorginho, um dos integrantes do Estrela do Mar.

Benevides, um flamenguista doente e torcedor fanático, não mede as consequências quando quer comemorar a vitória do clube. Vive cortejando Zuzu, que não dá importância para as suas cantadas tendo-o apenas como um amigo. Oscar, por sua vez, sonha em ser artista e poder trabalhar como cantor, ator e bailarino. Já Jorginho vive longe da família. Seu pai, Prudêncio, acredita que ele é um músico clássico da Orquestra Sinfônica e, para piorar, viaja inesperadamente para o Rio a fim de insistir que o filho estude a música clássica a fundo.[6] Neste núcleo há ainda Ivan, subgerente do hotel que fora promovido a gerente com a morte misteriosa do que ocupava o cargo. Muito educado, mas frágil e inseguro, não sabe o que fazer na gerência, sendo facilmente dominado pelos hóspedes.[6] Além de Jorginho, o conjunto musical conta com Adelaide, a baterista extrovertida e simpática que namora Miró, o vocalista, jovem irresponsável e um pouco imaturo. Além deles, faz parte do grupo Severino, que usa o nome artístico de Odara. Ele é um rapaz de família rica que saiu de casa para conquistar independência. Típico playboy carioca, fala de um jeito engraçado, cheio de gírias de praia, o que irrita os outros integrantes do grupo.[6]

Um dos hóspedes do hotel é o mafioso Ambrósio, estranho empresário, que está à procura de um teatro para apresentar o show da atriz Marilyn Meyer, que sonha em trabalhar em Hollywood. Comanda uma quadrilha de contrabandistas desastrados formada pelo experiente bandido Neném Minhoca, o atirador Scarface, o encrenqueiro Formoso e o sentimental e exímio lançador de facas Coruja. Todos temem o misterioso Sombra, responsável pelos crimes que movimentam a trama e para quem Ambrósio trabalha sigilosamente.[7] Alguns hóspedes do hotel são: madame Fifi de Queiroz e Queiroz, que mora no hotel para escrever suas memórias em sossego; o empresário artístico norte-americano Mr. Ziegfield, que busca uma revelação musical brasileira para lançar no seu país; o príncipe árabe Rashid, que veio ao Brasil contratar o futebolista Zico; o professor Giacometti, violoncelista de renome mundial que se hospeda no hotel à espera de uma confirmação para se apresentar em Nova York com sua filha Carolina, que toca fagote e namora Jorginho; Antonieta, viúva que aproveita a herança deixada pelo marido para hospedar-se no local e tentar conseguir um bom casamento para suas filhas, Denise e Rosane.[6] Denise se apaixona por Oscar, já Rosane se encanta por Ivan.

Em outro núcleo, há a determinada Abigail Andrade, conhecida como Bibinha, uma rica e jovem escritora que chega de Londres e acaba reencontrando seu antigo namorado Anselmo, por quem ainda é apaixonada. Além disso, por conta de um incidente com o vestido de sua mãe, faz amizade com os funcionários do hotel. Bibinha vive numa bela mansão na zona sul carioca com os pais, Maggie e Andrade. Maggie é uma mulher deslumbrada, que está sempre preocupada com roupas, festas e badalações e não admite a amizade da sua filha com pessoas de nível social inferior;[6] já Andrade é um industrial íntegro, cordial e ponderado, que acompanha a esposa a todos os eventos sociais e está mais preocupado com a felicidade da filha. Há ainda Neuza, a divertida empregada da mansão, que vive imitando os trejeitos da patroa Maggie.

Outro núcleo importante na trama é o de Soraya, a mãe batalhadora de Eliana, que trabalha como costureira. Vive na companhia da amiga e vizinha Leonor, viúva tresloucada, que não se conforma com a escolha musical de sua filha, Adelaide, e quer provar a todo custo que seu instrumento preferido, o acordeon, ainda está na moda. Ambas compartilham um segredo: a identidade do pai de Eliana, antigo amor de Soraya. Em dado momento da trama, ela o reencontra: Trindade, bandido da quadrilha do Sombra. No último capítulo, após ser baleado por Scarface, reencontra a mãe, D. Fifi, a esposa e a filha, se arrepende e morre.

No fim da trama, Eliana e Anselmo ficam juntos, assim como Fifi e Prudêncio. Mr. Ziegfield, impressionado com o repertório da banda Estrela do Mar, oferece oportunidade aos integrantes tocarem nos Estados Unidos, que aceitam. Bibinha os acompanha. O príncipe Rachid e Carolina revelam-se agentes da Interpol. Neném Minhoca, Formoso e Coruja são presos, Scarface é internado em um manicômio. A identidade do misterioso Sombra é revelada somente no último capítulo da novela: na verdade, o bandido se chama Ambrásio, o irmão gêmeo do mafioso Ambrósio. A dupla foi cúmplice de todos os crimes no hotel. Sempre que Ambrásio cometia um assassinato, Ambrósio aparecia no mesmo tempo em outro lugar, arrumando o álibi perfeito. No final, o Sombra é preso pela polícia e Ambrósio consegue fugir para Roma, onde vai se reencontrar com Marilyn, que virou artista de cinema.[7]

Reprise

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 6 de janeiro a 4 de abril de 1986, substituindo Jogo da Vida e sendo substituída por Paraíso, em 65 capítulos.[2]

Elenco

Ator[2][8] Personagem[2][8]
Lucélia Santos Eliana
Stepan Nercessian Anselmo
Maria Cláudia Abigail Andrade (Bibinha)
José Lewgoy Ambrósio
Ambrásio (Sombra)
Eliana Macedo Soraya
Adelaide Chiozzo Leonor
Marco Nanini Jorge (Jorginho)
Elizângela Adelaide
Grande Otelo Benevides
Olney Cazarré Oscar
Clarice Piovesan Marilyn Meyer
Marcelo Picchi Ramiro (Miró)
Mara Rúbia Madame Fifi de Queiroz e Queiroz
Mauro Mendonça Mr. Ziegfield
Ivon Curi Príncipe Rashid
Ênio Santos Professor Giacometti
Brandão Filho Prudêncio
Heloísa Helena Margarida Andrade (Maggie)
Roberto Faissal Augusto Andrade
Gracinda Freire Antonieta
Ivan Setta Coruja
Heloísa Millet Carolina
Older Cazarré Neném Minhoca
Felipe Carone Formoso
Walter D'Ávila Scarface
Julia Miranda Charutão
Joséphine Hélene Zuzu
Mário Cardoso Ivan
Tomil Gonçalves Milton
Maria Cristina Nunes Rosane
Dulce Conforto Denise
Cláudio Savietto Severino (Odara)
Maria Inês Sayão Neuza

Participações especiais

Ator[2][8] Personagem[2][8]
Adelzon Alves Locutor de telejornal
Anselmo Duarte Trindade
Arthur Costa Filho Diretor de um clube enganado por Anselmo
Chico Anysio Dona Salomé de Passo Fundo, hóspede do Hotel
Cílio Blank Detetive do Hotel
Cláudio Corrêa e Castro Bernard, amigo mafioso de Ambrósio
Dennis Carvalho Gerente de um hotel em Ipanema que nega emprego a Eliana no primeiro capítulo
Elke Maravilha Ela mesma
Érico Vidal La Porte, amigo mafioso de Ambrósio
Fada Santoro Madame Fada Cantareira, amiga de Fifi
Francisco Cuoco Dono de um galinheiro
Francisco Dantas Caixa da boate
Germano Filho Sombra (voz)
Jorge Botelho Assaltante
Luiz Carlos Maciel Pretendente de Bibinha
Maria Della Costa Madame Marília Britto, amiga de Fifi
Milton Moraes Vendedor de cachorro-quente
Orion Ximenes Detetive do Hotel
Roberto Vallin Horácio, gerente do Hotel assassinado por Sombra
Sócrates Ele mesmo
Stênio Garcia Mal Encarado, hóspede do Hotel
Thaís de Andrade Andorinha, irmã de Coruja
Zico Ele mesmo

Trilha sonora

Nacional

Fontes:[3][2]

Feijão Maravilha - Nacional
Ficheiro:Feijão maravilha-nacional.jpg
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1979
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre[2]
Produção Guto Graça Mello[2]

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Capa: logotipo da novela Predefinição:Lista de faixas

Internacional

Fontes:[3][2]

Feijão Maravilha - Internacional
Ficheiro:Feijao-maravilha-internacional.jpg
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1979
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre[2]
Produção Guto Graça Mello[2]

Predefinição:Category handler

Capa: feijão enorme no prato Predefinição:Lista de faixas

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 «Feijão Maravilha». Memória Globo. Consultado em 2 de maio de 2014 
  2. 2,00 2,01 2,02 2,03 2,04 2,05 2,06 2,07 2,08 2,09 2,10 2,11 2,12 2,13 2,14 2,15 2,16 2,17 2,18 2,19 2,20 «Feijão Maravilha - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 2 de maio de 2014 
  3. 3,0 3,1 3,2 3,3 «Trilha Sonora de 'Feijão Maravilha'». Memória Globo. Consultado em 2 de maio de 2014 
  4. 4,0 4,1 SÉRGIO, p.154
  5. «Feijão Maravilha - Abertura». Memória Globo. Consultado em 24 de maio de 2014 
  6. 6,0 6,1 6,2 6,3 6,4 6,5 «Feijão Maravilha - Galeria de Personagens». Memória Globo. Consultado em 18 de maio de 2014 
  7. 7,0 7,1 «Feijão Maravilha - Trama». Memória Globo. Consultado em 18 de maio de 2014 
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 «Feijão Maravilha - Ficha Técnica». Memória Globo. Consultado em 2 de maio de 2014 

Ligações externas

Predefinição:Bráulio Pedroso Predefinição:Telenovelas das sete da Rede Globo Predefinição:Telenovelas exibidas no Vale a Pena Ver de Novo

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