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Ruivães (Vieira do Minho): mudanças entre as edições

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A antiga freguesia era [[reitoria da apresentação]] do reitor de [[Santa Maria de Veade]]. Chamou-se antigamente Vilar de Vacas e vem mencionada pela primeira vez em documentos de [[1426]]. Pertenceu à [[Casa de Bragança]] e à província de [[Trás-os-Montes]].
A antiga freguesia era [[reitoria da apresentação]] do reitor de [[Santa Maria de Veade]]. Chamou-se antigamente Vilar de Vacas e vem mencionada pela primeira vez em documentos de [[1426]]. Pertenceu à [[Casa de Bragança]] e à província de [[Trás-os-Montes]].


Foi uma das «Sete Honras de Barroso» e constituiu, em conjunto com a freguesia de [[Campos (Vieira do Minho)|Campos]], o [[couto]] de Ruivães. Foi vila e sede de concelho extinto em 31 de Dezembro de [[1853]]. Em [[1836]] pertencia à comarca de [[Chaves]] e, em 1842, como julgado e concelho, reunia as freguesias de [[Cabril (Montalegre)|Cabril]], [[Campos (Vieira do Minho)|Campos]], [[Covelo do Gerês]], [[Ferral]], [[Pondras]], [[Reigoso]], Ruivães, [[Salto (Montalegre)|Salto]], [[Venda Nova]] e [[Vila da Ponte]]. Com a extinção do concelho em [[1853]] as freguesias passaram para o concelho de [[Montalegre]], com a excepção de Ruivães e Campos que passaram a integrar o concelho de [[Vieira do Minho]]. Tinha, em [[1849]], 6 232 habitantes.
Foi uma das «Sete Honras de Barroso» e constituiu, em conjunto com a freguesia de [[Campos (Vieira do Minho)|Campos]], o [[couto]] de Ruivães. Foi vila e sede de concelho extinto em 31 de Dezembro de [[1853]]. Em [[1836]] pertencia à comarca de [[Chaves (Portugal)|Chaves]] e, em 1842, como julgado e concelho, reunia as freguesias de [[Cabril (Montalegre)|Cabril]], [[Campos (Vieira do Minho)|Campos]], [[Covelo do Gerês]], [[Ferral]], [[Pondras]], [[Reigoso]], Ruivães, [[Salto (Montalegre)|Salto]], [[Venda Nova]] e [[Vila da Ponte]]. Com a extinção do concelho em [[1853]] as freguesias passaram para o concelho de [[Montalegre]], com a excepção de Ruivães e Campos que passaram a integrar o concelho de [[Vieira do Minho]]. Tinha, em [[1849]], 6 232 habitantes.


Possuía forca no lugar da Tojeira, da qual já não resta qualquer testemunho ou vestígio.
Possuía forca no lugar da Tojeira, da qual já não resta qualquer testemunho ou vestígio.

Edição das 22h53min de 24 de fevereiro de 2008

Predefinição:Info/Freguesia Ruivães é uma freguesia portuguesa do concelho de Vieira do Minho, com 31,26 km² de área e 931 habitantes (2001). Densidade: 29,8 hab/km².

Reclinada numa vertente da serra da Cabreira, a povoação de Ruivães fica situada na margem esquerda do rio Rabagão.

Ruivães engloba os lugares de Espindo, Frades, Honras, Quintã, Ruivães, Vale e Zebral.

História

A antiga freguesia era reitoria da apresentação do reitor de Santa Maria de Veade. Chamou-se antigamente Vilar de Vacas e vem mencionada pela primeira vez em documentos de 1426. Pertenceu à Casa de Bragança e à província de Trás-os-Montes.

Foi uma das «Sete Honras de Barroso» e constituiu, em conjunto com a freguesia de Campos, o couto de Ruivães. Foi vila e sede de concelho extinto em 31 de Dezembro de 1853. Em 1836 pertencia à comarca de Chaves e, em 1842, como julgado e concelho, reunia as freguesias de Cabril, Campos, Covelo do Gerês, Ferral, Pondras, Reigoso, Ruivães, Salto, Venda Nova e Vila da Ponte. Com a extinção do concelho em 1853 as freguesias passaram para o concelho de Montalegre, com a excepção de Ruivães e Campos que passaram a integrar o concelho de Vieira do Minho. Tinha, em 1849, 6 232 habitantes.

Possuía forca no lugar da Tojeira, da qual já não resta qualquer testemunho ou vestígio.

Em 1695 existia já o morgado de Ruivães, de que foi seu instituidor Gervásio da Pena Miranda. Deste descende toda uma linha de ilustres capitães-mores, senhores da Casa de Dentro.

Além das invasões francesas, Ruivães foi palco de acesas lutas entre liberais e miguelistas. Numa das suas casas esteve aquartelado Paiva Couceiro e suas tropas. Do último capitão-mor de Ruivães, miguelista convicto, conta-se que terá sido assassinado por ordens dos liberais vitoriosos em 8 de Junho de 1832, quando seguia de sua casa — Casa de Dentro — para o Gerês, a tomar águas.

A ponte de Mizarela fica a cerca de 1 km da confluência do Rabagão e do Cávado, próximo da povoação de Frades, e era a única ligação que permitia passar para a outra margem, pertencente ao concelho de Montalegre. Segundo a lenda, esta ponte foi construída pelo Diabo.

“Havia um mau homem em terras de Além Douro, a quem a justiça, encarniçadamente perseguía, por vários crimes e que sempre escapava, como conhecedor que era dos esconderijos proporcionados pela natureza. Apertado, porém, muito de perto, embrenhou-se um dia no sertão e, transviado, achou-se de repente à borda de uma ribeira torrencial, em sítio alpestre e medonho, pelo alcantilado dos penedos e pelo fragor das águas que ali se despenhavam em furiosa catadupa. Apelou o malvado para o Anjo-Mau e tanto foi invocá-lo que o Diabo lhe apareceu. “Faz-me transpor o abismo e dou-te a minha alma”, disse-lhe. O Diabo aceitou o pacto e lançou uma ponte sobre a torrente. O réprobo passou e seguiu sem olhar para trás como lhe fora exigido, mas pouco depois sentiu grande estrépito, como de muitas pedras que se derrocavam, e ninguém mais ouviu falar da improvisada ponte. Os anos volveram e, enfim, chegou a hora do passamento. Moribundo e arrependido, confessou ao sacerdote o seu pacto. Este foi ao sítio da ponte e tratou igual pacto com o Diabo. A ponte reapareceu e o sacerdote passou, mas tirando rápido, um ramo de alecrim, molhou-o na caldeirinha que levava oculta, três vezes aspergiu, fazendo o sinal da cruz e pronunciando as palavras sacramentais dos exorcismos. O mesmo foi fazê-lo que sumir-se o Demónio, deixando o ar cheio de um vapor acre e espesso, de pez e resina, de envolta com cheiro sufocante de enxofre, ficando de pé a ponte.”

Património

Ligações externas

A freguesia tem um blog actualizado diariamente: http://vilaruivaes.blogs.sapo.pt

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tr:Ruivães (Vieira do Minho)

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