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Monumento megalítico

Stonehenge, IV milénio a.C., Inglaterra.
Cromeleque dos Almendres, VI, V e III milénios a.C., Portugal.

Monumento megalítico, ou megálito, do grego mega, megalos, grande, e lithos, pedra, designa uma construção monumental com base em grandes blocos de pedras rudes.

Em arqueologia, designa o conjunto de construções de grandes blocos de pedras, típicas das sociedades pré-históricas, edificadas essencialmente no período neolítico (por vezes também idade do Cobre e Bronze) com objectivos simbólicos, religiosos e principalmente funerários.

As primeiras construções megalíticas, da Europa Ocidental, localizam-se em Portugal, e datam de finais do VI milénio antes da nossa era. Espalharam-se desde a Península Ibérica até aos países nórdicos e norte de África. Na África Central, também se encontram testemunhos destas construções.

O Cromeleque dos Almendres é o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica e um dos mais importantes da Europa. Encontra-se a cerca de 13 quilómetros da cidade de Évora, no Alentejo, no Sul de Portugal continental. Este recinto só foi assinalado em 1964 pelo arqueólogo Henrique Pina, no decorrer dos trabalhos da carta corográfica de Portugal. Este monumento data dos finais do VI milénio AC ou início do V milénio AC e é constituído por 95 menires, sendo que no seu apogeu teria cerca de cem.

A Bolívia, possui um dos mais importantes complexos arqueológicos megalíticos do mundo, o Puma Punku, ou a "Pedra do Puma".

Desde o século XIX, vários pesquisadores constataram a existência de construções em rocha, feitas pelos antigos índios brasileiros. O primeiro acadêmico a efetivamente realizar escavações sistemáticas em um conjunto megalítico brasileiro foi Curt Nimuendaju. Seus trabalhos na região amazônica entre 1922 e 1927, foram publicados em Stuttgart, sob o título Streifzige in Amazonien, em 1929. No sítio José Antônio, situado no curso inferior do rio Cunani (norte do Amapá), encontrou um extenso alinhamento de rochas não polidas, erigidas intencionalmente. Neste sítio, teriam ainda permanecido 150 blocos verticais, alguns apoiados por outros menores ou um no outro, que formavam uma dupla linha, acompanhando paralelamente o rio Calçoene. Nimuendaju acreditava que estes alinhamentos teriam ligações com práticas religiosas, sendo, então, o sítio considerado um local sagrado[1].

Tipos de construções da cultura megalítica

Ver também

Referências

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