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Alambique

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Alambique usado para destilação
Alambique japonês (Período Edo)

O alambique (do árabe الأنبيق, transl. al-anbiq, por sua vez do grego ambix, ambikon, possivelmente derivado do semítico)[1] é um equipamento usado na destilação de várias bebidas alcoólicas, óleos essenciais, incluindo a aguardente vínica, o bagaço e a cachaça. Baseado no processo de destilação simples, foi usado em tempos remotos na alquimia.[2]

O alambique é formado por uma caldeira conectada, por um tubo, a uma serpentina de resfriamento, ao fundo da qual se recolhe o destilado[3].

Embora o alambique tradicional seja feito de cobre, também existem em vidro.[4]

Na destilação de bebidas alcoólicas

Alambique na fabricação de schnapps, década de 1920.

Desde a idade média, o alambique é utilizado na destilação de bebidas alcoólicas a partir do mosto fermentado (bagaço ou aguardente bagaceira), do vinho (aguardentes vínicas), de cereais fermentados (uísque, vodca, saqué, a genebra). Com a descoberta do novo mundo e o início da produção de açúcar de cana, começaram a ser desenvolvidos destilados com resíduos da produção já no século XVII. No Brasil foi chamado aguardente da terra, depois aguardente de cana e depois cachaça, rum nas colônias britânicas, tafia nas francesas e aguardiente de caña nas espanholas. O primeiro alambique que surgiu nas costas brasileiras foi em 1590 e estava a bordo do navio do pirata inglês Richard Hawkins, onde era utilizado para destilar água do mar.[5]

Na química

O alambique de aço inox é usado na destilação de compostos voláteis.[6] Tem por funções a separação de líquidos com diferentes graus de ebulição. É ainda utilizado na destilação de perfumes e licores.[7] Também é utilizado por indústrias boticárias, para a elaboração dos óleos essenciais, muito usados em perfumes e aromatizantes.

Referências

  1. Forbes, Robert James (1970). A Short History of the Art of Distillation: From the Beginnings Up to the Death of Cellier Blumenthal. [S.l.]: Leyden: E. J. Brill. p. 23. ISBN 9789004006171 
  2. Guiley, Rosemary (2006). The Encyclopedia of Magic and Alchemy. [S.l.]: Infobase Publishing. p. 11 
  3. Rolla, Luigi (1987). Chimica e mineralogia. Per le Scuole superiori 29 ed. [S.l.]: Dante Alighieri 
  4. Rees, Celia;Ferreira, Manoel Paulo. Sangue de Feiticeira. [S.l.]: Companhia das Letras. p. 255. ISBN 9788535904970 
  5. Cavalcante, Messias Soares. A verdadeira história da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p. ISBN 9788588193628
  6. «Título ainda não informado (favor adicionar)». Universidad Federal de Viçosa. Revista Ceres (275-280): 28. 2001. Consultado em 16 de agosto de 2012 
  7. Souza, Julio Seabra Inglez;Peixoto, Aristeu Mendes;Toledo, Francisco Ferraz de (1995). Enciclopédia Agrícola Brasileira, Volume 1. [S.l.]: EdUSP. p. 98. ISBN 9788531401299 
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Predefinição:Alquimia e química islâmica

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